Presidenciáveis estão tecnicamente empatados

A menos de duas semanas das eleições, Aécio Neves (PSDB) aparece com 45% das intenções de voto e Dilma Rousseff (PT) com 43%. Eles estão tecnicamente empatados, segundo a pesquisa Ibope divulgada ontem. A margem de erro é dois pontos percentuais para cima ou para baixo.

Os eleitores que se disseram indecisos ou que não souberam responder somaram 5%, e os que pretendem votar nulo ou em branco, 7%.

Considerando apenas os votos válidos, que descontam os votos brancos, nulos e os eleitores indecisos, Aécio Neves aparece com 51% das intenções de voto e Dilma Rousseff com 49%.

Segundo o Ibope o cenário do segundo turno está indefinido, sem tendência de crescimento ou de queda para qualquer um dos candidatos. A pesquisa mostra leve oscilação em relação ao levantamento divulgado na semana passada.

Na sondagem anterior, divulgada em 9 de outubro, Aécio aparecia com 46% dos votos totais e Dilma com 44%. O percentual de votos brancos e nulos era de 6%, e o número de eleitores indecisos e que não souberam responder 4%.

A pesquisa foi encomendada pela TV Globo. Foram entrevistadas 3.010 eleitores, em 204 cidades, entre segunda (13) e terça-feira (14). O nível de confiança é 95%, ou seja: em 100 pesquisas com a mesma metodologia, os resultados estarão dentro da margem de erro em 95 ocasiões.

A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-01097/014.

Avaliação

A avaliação ‘boa ou ótima’ do governo Dilma Rousseff, de acordo com pesquisa Ibope encomendada pela TV Globo e divulgada ontem, subiu de 39% para 43%.
A administração é ‘regular’ para 31% (eram 33% na pesquisa anterior) e a avaliação ‘ruim ou péssima’ passou de 27% para 25% Não souberam responder 1% dos entrevistados.

Campanha acirrada

Os números mostram o nível de acirramento da campanha ao Palácio do Planalto. Ao reagir à estratégia da candidata à reeleição Dilma, de desconstruir sua gestão em Minas Gerais, o candidato do PSDB disse ontem que a adversária ainda tem, segundo ele, a chance de tirar a campanha dela do “gueto da calúnia”.

O tucano participou de um encontro com prefeitos na capital paulista e retomou o discurso de que, se os paulistas lhe derem uma vitória no estado, ele vencerá a eleição. “Convido a presidente da República, ainda é tempo: tire a sua campanha do gueto da calúnia e da infâmia que escolheu, talvez influenciada pelo seu marqueteiro”, afirmou Aécio, referindo-se ao publicitário João Santana.

Antes do encontro, que reuniu cerca de 500 dos 645 prefeitos de São Paulo, segundo os organizadores, Aécio assinou uma carta de compromisso com a infância e a juventude.

Já Dilma rebateu ontem críticas de que teria subido muito o tom contra o adversário tucano. Segundo a presidente, Aécio se incomoda com críticas porque não está acostumado.

“O candidato não está acostumado a receber críticas porque ele tinha uma certa blindagem quando foi governador de Minas”, atacou a petista, referindo-se à cobertura jornalística local na época em que Aécio governava o Estado (2003-2010).

Dilma participou de um evento em comemoração ao Dia do Professor em São Paulo. Ela repetiu dados que expôs no debate. Lembrou a construção pelo Estado de um aeroporto na cidade de Cláudio (MG), próximo à fazenda do ex-governador, e o fato de ele ter empregado parentes na administração estadual.

Datafolha mostra cenário estável

São Paulo. A nova pesquisa Datafolha divulgada ontem mostrou estabilidade na disputa eleitoral entre o candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, e a presidente Dilma Rousseff (PT).

Pelo eleitorado total, o tucano tem 45% das intenções de voto, contra 43% da petista – na semana passada o placar era 46% a 44%, respectivamente. Os eleitores que planejam votar em branco ou anular seus votos somam 6% (ante 4% na sondagem anterior). Os indecisos seguem em 6%. Aécio conta com 51% dos votos válidos (excluindo brancos, nulos e indecisos), enquanto Dilma permanece com 49%. Como a margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais, os candidatos estão tecnicamente empatados.

Os números apontam que o detalhamento pelo ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, de um suposto esquema de propinas em contratos da estatal que alimentaria a base governista, divulgado poucas horas antes da publicação da pesquisa anterior, não teve efeito sobre as preferências do eleitorado nesse levantamento. O Datafolha ouviu 9.081 eleitores em 366 municípios, ontem e anteontem.

Avaliação sobe para 40%

A pesquisa Datafolha mostrou que ainda que 40% dos eleitores consideram a administração do governo Dilma ‘boa ou ótima’, contra 39% do levantamento anterior. Para 38% o governo é regular (mesmo percentual) e para 21%, ruim ou péssimo, frente a 22% da pesquisa anterior. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-01098/2014.

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