Dengue: mais duas mortes são confirmadas no Ceará; sarampo chega a 90 casos

A Secretaria de Saúde do Estado (Sesa) divulgou nesta sexta-feira, 27, o boletim referente à 12ª semana epidemiológica da dengue. Após o caso de morte em Barbalha, registrado em fevereiro, o órgão confirmou mais dois óbitos nas cidades de Aquiraz e Maracanaú, provocados pela doença. Conforme os dados, 2.365 casos foram confirmados em 71 municípios.

De acordo com o boletim, 66 casos graves foram confirmados do dia 4 de janeiro até o dia 27 de março. Em comparação ao mesmo período do ano passado, houve aumento de 52% desse tipo de gravidade da doença. Entretanto, caiu em 67% a quantidade de óbitos.

Dos casos graves confirmados, o boletim afirma que 58 são de Dengue com Sinais de Alarme (dor abdominal intensa, vômitos persistentes e queda das plaquetas) e oito de Dengue Grave (comprometimento grave de órgãos e taquicardia). Neste último grupo, estavam as três pessoas que morreram por causa doença.

Apesar do quadro alarmante, a Capital conseguiu diminuir o número de casos em relação aos meses anteriores. Foram 214 casos de dengue em janeiro, 224 em fevereiro e 34 até confirmados até o lançamento deste boletim.

Sarampo
O boletim epidemiológico do sarampo também foi divulgado nesta sexta e apresentou 90 casos confirmados. Conforme a Secretaria, o Ceará vive um surto de sarampo que já dura 15 meses.

O Ceará ampliou a faixa etária do público alvo de vacinação contra o sarampo. Pessoas de cinco a 29 anos devem receber a imunização. Todos os postos de saúde de Fortaleza vão funcionar neste sábado, 28, e domingo, 29, para vacinar a população de zero a cinco anos contra o sarampo. As unidades estarão abertas das 8h às 17 horas.

Para o médico Robério Dias Leite, infectologista pediátrico, a ampliação do público alvo da imunização contra sarampo para pessoas de até 29 anos deve ajudar a conter o surto da doença. “Boa parte dos casos estava fugindo da faixa etária pediátrica, grupo historicamente mais suscetível ao aparecimento da doença. Os boletins já vinham mostrando que, além das crianças, existe um grupo de jovens com muitos casos”.

Outra dificuldade, aponta o médico, é o hiato de 14 anos sem aparecimento de casos. “Uma geração nova de profissionais de saúde, talvez, tenha tido alguma dificuldade para identificação do sarampo”, explica. O fundamental é manter a cobertura vacinal homogênea e não deixar “áreas bolsões” sem cobertura – explica Robério Dias Leite.

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