Greve dos professores estaduais completa 40 dias no Ceará

A greve dos professores estaduais completa 40 dias nesta sexta-feira (3) no Ceará, mesmo sendo considerada ilegal pelo Tribunal de Justiça do Ceará (TJ-CE). Nesta quinta-feira (2), um grupo de cerca de 300 professores e alunos ocuparam o prédio da Secretaria Estadual de Educação (Seduc).

A  greve passou a ser ilegal desde o dia 16 de maio.  A decisão diz que os professores devem voltar imediatamente às atividades, com risco de multa diária de R$ 5 mil por cada professor em greve. Mesmo assim, eles decidiram em assembleia pela continuidade da paralisação.

Parte do grupo que está na Seduc se reuniu com o secretário, Idilvan Alencar. Nessa conversa, os professores pediram compromisso da secretaria com a realização de novos concursos públicos na área e a revisão da tabela de vencimentos dos funcionários da educação.

A secretaria informou que oferece um reajuste para os professores, a partir da lei do Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), que dá margem de utilização de 80% pra pagar o salário dos professores. Além disso, seria antecipado o pagamento da promoção sem titulação. A secretaria também já tinha anunciado um pacote de R$ 140 milhões para ser investido na área.

Em nota, o sindicato informou que a ocupação não foi aprovada em assembleia e não faz parte Os professores em greve pedem melhores condições de trabalho e reajuste salarial de 12,67%.

Apesar da greve, tem professor que continua trabalhando e algumas escolas voltaram às atividades normais. A previsão é que, a partir da próxima segunda-feira, essas escolas preparem um novo calendário para cumprir os 200 dias letivos.

Nota da Apeoc
A Associação dos Professores de Estabelecimentos Oficiais Ceará (Apeoc), representante legal da categoria diz que reconhece e apoia os movimentos sociais e a mobilização dos trabalhadores como forma de pressionar os governos a atender as reivindicações das categorias profissionais e diz que considera a iniciativa da ocupação legítima por parte de quem resolveu.

”A entidade não apoia esse tipo de tática nesse momento da luta dos trabalhadores em greve. Além de ser um risco do ponto de vista político e jurídico, a iniciativa pode impactar na paralisação de uma série de serviços referentes à atividade funcional dos próprios professores e na prestação de serviços aos estudantes”, diz a nota. Independentemente da ocupação da Seduc, a Apeoc diz que vai dar continuidade à agenda de atividades da greve gerall

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