Gravação abala República, fragiliza Temer e abre debate sobre antecipação das eleições

O conteúdo ainda não é conhecido do público, mas a notícia sobre a delação premiada dos donos do Grupo JBS e, principalmente, o vazamento de conversas gravadas entre o empresário Joesley Batista  e o presidente Michel Temer abalam a República, ganha contorno de um novo grande escândalo e abre o debate sobre a antecipação da eleição presidencial de 2018.

Poucas horas após a divulgação pelo Jornal O Globo sobre a delação premiada dos donos do Grupo JBS, com revelação sobre o pagamento de propina e corrupção envolvendo membros do Governo Federal, dos ex-governos Lula e Dilma, e líderes partidários e políticos, o clima é de tensão em Brasília e com desdobramentos imprevisíveis da crise que pode provocar renúncia ou impeachment do Michel Temer. Essa é avaliação do quadro marcado pela tensão e emoção.

Com mais cautela, menos pressa e prudência, aliados do Palácio do Planalto tentam minimizar o impacto do conteúdo vazado de novas relações premiadas dentro da Operação Lava Jato. A crise política ganha, nesta quinta-feira, mais um capítulo se aprofunda e ameaça  comprometer a agenda das reformas previdenciária e trabalhista. O clima é de muita tensão!

As informações na madrugada desta quinta-feira revelam que o presidente Michel Temer (PMDB) confirmou, em conversa com aliados no final da noite dessa quarta, que ouviu do empresário Joesley Batista um relato de que dava dinheiro para o ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e não manifestou objeção.

De acordo com o Jornal Folha de São Paulo e, segundo o deputado Carlos Marun (PMDB-MS), que esteve na reunião, o presidente confirmou aos aliados que Joesley relatou ter dado “auxílio” a Cunha, reiterou que jamais fez qualquer pedido dessa natureza, mas também afirmou que não fez objeções após ouvir o relato.

Segundo os aliados de Temer, o presidente contou que Joesley disse estar ajudando financeiramente a família de Cunha, que, segundo o empresário, passava por dificuldades financeiras. Eles dizem, no entanto, que o peemedebista negou que houvesse qualquer menção à compra de silêncio do ex-deputado e também que ele tivesse pedido para que os pagamentos continuassem.

Com informações do Jornal Folha de São Paulo.

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