CGU identifica 346 mil cadastros do Bolsa-Família com indícios de fraude

Uma auditoria da Controladoria-Geral da União (CGU) no programa Bolsa -Família identificou 346 mil cadastros com indícios de fraude. São casos de beneficiários que não teriam direito ao programa por estarem fora das regras estabelecidas, em especial por terem seus rendimentos mensais acima do patamar determinado pelo governo.  Alguns casos estão no Ceará, mas a CGU ainda não revelou  qual o número de benefício irregular por município.

O cadastro para inclusão das famílias que irão receber os benefícios sociais é de responsabilidade das prefeituras. De acordo com a CGU, os registros com indícios de fraudes envolvem servidores públicos e pessoas que possuem casa própria e automóveis importados. Até famílias com renda maior que R$ 1,9 mil por pessoa estavam entre os beneficiários do programa.

As informações, com base nos levantamentos da CGU, apontam que foram pagos indevidamente R$ 1,3 bilhão a quem não tinha direito.  A CGU realizou um pente-fino nos registros de 2,5 milhões de famílias com cadastros suspeitos, devido a problemas de informações sobre o CPF dos beneficiários, o tamanho e a renda dos núcleos familiares.

A informação sobre as fraudes, divulgada pelo “Bom Dia Brasil”, da TV Globo, foi repassada ao Ministério do Desenvolvimento Social (MDS). Segundo a pasta, entre outubro de 2016 e dezembro de 2017, o governo federal já promoveu a revisão do benefício em 4,7 milhões de cadastros irregulares. O governo não informou ao “Bom Dia Brasil” se os 346 mil cadastros identificados pela CGU estão incluídos entre os casos revistos pelo MDS.

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