Manchetes das Revistas: Joaquim Barbosa embaralha disputa pelo Palácio do Planalto

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Bateu nos tucanos – Como a derrocada moral do PSDB vai afetar a candidatura de Geraldo Alckmin

Pau que bate em Chico bate em Francisco. E o que vinha batendo em Curitiba começa finalmente a bater em Brasília. Por ter sido gravado pedindo 2 milhões de reais ao empresário Joesley Batista, por ter indicado para receber o dinheiro seu primo Frederico Pacheco (“Alguém que a gente mata antes dele fazer delação”) e pelas imagens do primo contando as notas e colocando-as na mochila que viajaria até Minas Gerais, o senador Aécio Neves, até há pouco o nome mais vistoso e eleitoralmente poderoso do tucanato, acaba de virar réu no Supremo Tribunal Federal (STF) pelos crimes de corrupção passiva e obstrução da Justiça. A decisão da Primeira Turma da Corte foi acachapante: 5 votos a 0. É a primeira vez desde o início da Lava-Jato, em 2014, que um tucano entra para o rol de políticos processados no STF, categoria em que já se encontram há bom tempo senadores do PT e do MDB.

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Joaquim embaralha o jogo

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A entrada de Barbosa embaralha o jogo porque, como mostra a pesquisa, ele tira votos tanto da chamada direita como da esquerda, além de interferir mais diretamente nas candidaturas do centro. Joaquim não é dado a conceder entrevistas, mas desde que deixou o STF, aposentando-se precocemente vem aparecendo mais na mídia. Se desde então ainda havia dúvidas em Joaquim Barbosa quanto ao projeto de disputar a Presidência, elas diminuíram significativamente com a pesquisa Datafolha, publicada no domingo 15. Posto pela primeira vez como alternativa, Barbosa oscila nas intenções de voto entre 8% e 10%. Ele já aparece em terceiro lugar, atrás apenas de Jair Bolsonaro (PSL), com 17%, e Marina Silva (Rede), com 15%. Tem mais intenções de votos do que Geraldo Alckmin (PSDB), que varia entre 6% e 8%.

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“Estão entregando dinheiro na mão de terrorista!”, dizia o vídeo publicado no dia 26 de janeiro pelo site Gospel Prime, um portal de notícias focado no público evangélico com média de quase 2,8 milhões de leitores ao mês. De acordo com a denúncia do site, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e o presidente Michel Temer estavam tentando desviar dinheiro de uma obra, por meio de uma Medida Provisória de ocasião, para financiar terroristas palestinos. No Facebook, o líder da bancada evangélica na Câmara dos Deputados, o pastor Takayama (PSC-PR), gravou outro vídeo com um comentário que teve cerca de 4 mil visualizações. “Estão nos comunicando que muito do que é enviado para a Palestina é para patrocinar terrorismo”, disse, grave.

Há uma Medida Provisória que busca liberar, sim, dinheiro para a Palestina. Mas a doação visa reformar quatro das 50 colunas da Basílica da Natividade, igreja construída sobre o ponto considerado local de nascimento de Jesus, que consta como patrimônio histórico mundial na lista da Unesco. Se é apropriado ou não gastar dinheiro público em tal iniciativa, é uma discussão longa. O intrigante era por que o próprio Takayama — que já havia até pedido vista do projeto quando este foi examinado por uma comissão do Congresso — replicava uma notícia errada, falsa e inventada envolvendo dois potenciais candidatos à Presidência em ano eleitoral. O Ministério das Relações Exteriores publicou uma nota desmentindo a informação, mas o Gospel Prime manteve a postagem no ar. Incluiu o comunicado no pé da página e insistiu no texto original mentiroso, sem errata ou pedido de desculpas. Procurado, Takayama não quis se pronunciar sobre o caso.

Fonte: Cearaagora

 

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