Número de homicídios em 2019 é o menor da década no Ceará

A redução de homicídios que se repetia mês a mês, em 2019, culminou em um índice histórico para o Ceará. O número de Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLIs) – homicídioslesões corporais seguidas de morte e latrocínios – registrado no ano passado, foi o menor da década: 2.257.

No comparativo com o ano de 2018, que teve 4.518 crimes, o ano de 2019 apresentou redução de 50% no índice. O registro ainda é menor do que o número de assassinatos de 2009, quando ocorreram 2.261 casos, em todo o Estado. Na série histórica, o ano passado também apresenta a menor taxa de homicídios em 100 mil habitantes.

Esse foi o segundo ano seguido de redução de CVLIs. Em 2018, o índice tinha decrescido 12%, com 4.518 mortes violentas. Em 2017, o Estado registrou o maior número de homicídios da história, 5.133, impulsionado pela guerra entre as facções criminosas Comando Vermelho (CV) e Guardiões do Estado (GDE) por território para o tráfico de drogas. Na ocasião, o índice cresceu 50,7%, ao sair de 3.407 assassinatos em 2016.

“Esse é o nosso melhor resultado nos últimos dez anos. É um esforço permanente que o Ceará tem enfrentado, seja pelas tomadas de decisão no sistema prisional, seja com o reforço operacional das nossas polícias, no investimento em inteligência, tecnologia, aeronaves, armamentos”, comemorou o governador Camilo Santana.

O titular da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), André Costa, afirmou que “vários fatores foram cruciais”. Destacou “o trabalho de policiais militares que têm ocupado regiões que até então eram disputadas por facções criminosas. Hoje, têm um policiamento ostensivo, preventivo, comunitário, 24 horas por dia e sete dias por semana”.

André Costa também citou o trabalho da Polícia Civil, que conseguiu elucidar 39,7% dos homicídios registrados em 2019; enquanto em 2018, foram apenas 27,2%. “A Polícia Civil alcançou o maior índice de resolubilidade de toda a sua história, em relação a esses Crimes Violentos Letais Intencionais, chegando (quase) aos 40%, o que dá uma percentagem cinco vezes maior que a média nacional, que é de 8%”, enfatizou.

Os méritos ainda foram divididos, pelo secretário, com a Perícia Forense do Ceará (Pefoce), que contribui para a investigação dos homicídios; com a Academia Estadual de Segurança Pública (Aesp), responsável pela formação de novos policiais; com a Superintendência de Pesquisa e Estratégia em Segurança Pública (Supesp), que desenvolve ferramentas tecnológicas; com o Grupo Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), do Ministério Público do Ceará (MPCE), que atua no combate às facções; e com a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP), que endureceu o regime contra as facções nos presídios.

Capital

Entre as macrorregiões do Ceará, Fortaleza apresentou a maior redução de homicídios em 2019, 55,3%. Em 2018, foram 1.482 crimes e no ano passado, 663.O titular da Secretaria da Segurança destacou a importância do Programa de Proteção Territorial e Gestão de Riscos (Proteger).

O Programa está presente em 29 pontos da Capital e em Sobral e que consiste na ocupação de espaços pela Polícia, a partir de análises criminológicas e sociais. O objetivo da Pasta é estender a medida, neste ano, para os municípios de Caucaia, Maracanaú e Juazeiro do Norte.

Para que o índice de homicídios não volte a crescer no Estado em 2020, a SSPDS aposta em ciência e tecnologia. “A gente tenta, cada vez mais, trabalhar a Segurança Pública de forma científica. E aliar à tecnologia. Para a gente entender quais ações têm contribuído para a redução, manter essas ações e realinhar aquelas que não estão trazendo os resultados que a gente deseja”, define André Costa.

Fonte: DN

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