Ceará é o Estado que mais realiza testes de Covid-19 no Brasil

Em uma comparação entre todos os estados do país, o Ceará é o que realiza o maior número de testes de Covid-19. Dados apontam que a cada 100 mil cearenses, 538 são testados para a infecção causada pelo novo coronavírus (Sars-CoV-2).

O ranking foi divulgado, na última sexta-feira (15), com informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e das secretarias estaduais de Saúde. O Ceará é seguido por Amapá e Espírito Santo, que realizam 519 e 518 testes por 100 mil habitantes, respectivamente. O Rio de Janeiro ocupa a última posição, testando 75 habitantes a cada 100 mil.

“A meta é ampliar cada vez mais. E quem testa mais, certamente confirma mais casos. Minha determinação é que haja transparência absoluta”, comentou o governador Camilo Santana, em publicação feita em rede social. Até as 17h30 desse sábado (16), 60.083 exames haviam sido realizados no Ceará, conforme o boletim da plataforma IntegraSUS, atualizado pela Secretaria da Saúde do Estado (Sesa).

Apesar do número elevado, os testes em massa ainda não começaram. Para o titular da Sesa, Carlos Roberto Martins, o doutor Cabeto, há convicção da necessidade de testar em maior volume. Durante coletiva de imprensa realizada na sexta-feira (15), ele destacou que a expectativa é de que a testagem em massa comece a partir da próxima semana, no Ceará.

“O Estado lançou uma consulta pública, que deve se encerrar hoje, para que a gente contrate a realização desses exames em todo o sistema brasileiro. Temos a intenção de passar dos mil exames realizados por dia, para três mil. Com isso, podemos chegar perto da realização de 100 mil exames em um mês, distribuído entre as nossas unidades de saúde no Estado. Estou falando de UPAs e hospitais, e em dois ‘drive-thru’ que nós estamos escolhendo a localização”, afirma.

Capacidade

A chamada pública, segundo ele, seria encerrada ainda na sexta-feira. Com isso, será possível ampliar o público testado, passando a abranger também pessoas com sintomas mais leves ou que tenham tido contato com pacientes diagnosticados com o coronavírus. “Isso deve aumentar a capacidade de entendimento das áreas com maior risco de contaminação”, avalia o titular da Sesa.

Os exames para identificar a Covid-19 dividem-se em duas categorias principais: o de biologia molecular, chamado de RT-PCR, e o sorológico, conhecido como o teste rápido.

“O RT-PCR é realmente o teste diagnóstico do coronavírus. Ele tem a limitação de que deve ser feito só até o sétimo dia da doença. Depois disso, ele perde o valor e pode dar falso negativo”, detalha Magda Almeida, secretária executiva de Vigilância e Regulação da Sesa.

“Somos um dos poucos estados que comprou esses insumos, e não ficou somente esperando o Ministério da Saúde. Isso faz com que a gente tenha essa vantagem de estar testando mais, também”, finalizou Magda.

Fonte: DN

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