Caprinos: falta de tecnologia é a fragilidade da cadeia produtiva

Será sempre muito bem vindo o apoio da cadeia produtiva da ovinocaprinocultura cearense à Embrapa Caprinos e Ovinos, sediada em Sobral, cujo chefe-geral, Marco Aurélio Delmondes Bomfim – a propósito de nota ontem aqui publicada – transmitiu a esta coluna uma mensagem que é a seguinte, na íntegra:

“Obrigado pelo contato e pela oportunidade de apresentarmos um pouco do trabalho da Embrapa Caprinos e Ovinos, que é o Centro Nacional de Pesquisa da Embrapa para essa área de produção animal, localizado em Sobral-CE.

“Estamos situados no norte do estado, mas como nossos esforços são direcionados para o desenvolvimento da atividade nas principais regiões produtoras do país, no Ceará é no território dos Inhamuns-Crateús, que detém mais de 50% do rebanho do estado, que concentramos nossos esforços.

“Entendemos o desejo e a expectativa das entidades e dos produtores de verem um sertão com mais tecnologias sendo utilizadas e aproveitando todas as possibilidades que as modernas técnicas nos oferecem.

“Tenha certeza de que desejamos e compartilhamos essa expectativa. O que podemos dizer é que, como em qualquer atividade do agro (ou fora dele), o avanço tecnológico está diretamente relacionado ao grau de profissionalização da atividade que, ao alcançar mercados formais e gerar mais valor para os produtores, os leva automaticamente a investir em incremento de produtividade, biotecnologia avançada e outros ativos tecnológicos.

“Neste mister, entendemos que a baixa adoção tecnológica é um reflexo natural da frágil organização dessa cadeia, ainda muito alicerçada na informalidade e nas feiras e mercados regionais.

“É esse desenvolvimento do negócio que tem feito com que os produtores usem de forma muito pontual os ativos tecnológicos.

Essa é uma realidade não só do Ceará, mas do Nordeste brasileiro, que felizmente tem mudado rapidamente e a Embrapa, como empresa do Estado, também tem provocado esse debate, apoiando os programas de desenvolvimento e as políticas públicas para superar os entraves desses fatores não tecnológicos, como organização da cadeia, abates formalizados que, como dito, afetam diretamente a renda, a adoção tecnológica e o bem-estar dos produtores e suas famílias.

“Para falar somente do trabalho da Embrapa no Ceará no suporte ao desenvolvimento dessa cadeia, registro que foi por sugestão da Embrapa que Tauá foi o primeiro município do país a receber a ‘Rota do Cordeiro’, programa do Ministério da Integração (hoje, Ministério do Desenvolvimento Regional) com a participação na concepção da Embrapa, que hoje está em mais de 13 territórios de norte a sul do país.

“Em setembro de 2019, reunimos em Sobral mais de 80 representantes de regiões produtoras do país para discutirmos e compartilharmos os caminhos com os produtores cearenses.

“No dia 29 de julho último, reunimos o Ministério da Agricultura, juntamente com a ADAGRI e a representação dos produtores dos Inhamuns para colocar a ‘Manta de Carneiro dos Inhamuns’ no radar da certificação nacional do Selo Arte e indicação geográfica.

“Trouxemos também para o Ceará o projeto Inovasocial, com a parceria do BNDES, que vai investir mais de 5 milhões de reais nos próximos três anos para fortalecer a cadeia em torno dos abatedouros que o projeto São José III constrói nos Inhamuns-Crateús que, apesar de deter mais da metade do rebanho, ainda não possui abatedouro de caprinos e ovinos para agregar valor, aumentar a renda e estimular os produtores a adotarem tecnologias mais modernas.

“Além disso estamos fazendo uma atualização de 150 técnicos do SENAR do Nordeste para atuação na transferência de tecnologia para mais de 4500 produtores do Programa AgroNordeste do Ministério da Agricultura.

“Registro por fim, que, neste ano, a bancada federal do estado destinou recurso de emenda parlamentar para que a Embrapa e o Instituto Federal do Ceará, campus de Tauá, construam uma rede de laboratórios de referência para os estudos da ‘Manta de Carneiro’, que devem estar em plena operação até o próximo ano.

“Estamos sim, vivendo momentos difíceis para a economia brasileira, e como empresa de estado não estamos isentos, mas, apesar do cenário desafiador, estamos desempenhando nosso papel com muito afinco para cumprir a missão que nos foi atribuída pela sociedade.

“Destaco a recente mudança no sistema Embrapa de Gestão que, pela necessidade de maior aproximação com o setor produtivo, lançou editais para o desenvolvimento de soluções tecnológicas em conjunto com o setor produtivo. Essa oportunidade para caprinos e ovinos já foi apresentada neste ano à Câmara Setorial do Estado, prospectando problemas.

“Continuamos trabalhando para que, em um futuro breve, o setor produtivo de caprinos e ovinos no Ceará tenha destaque como um agro forte, produtor de carne para o mercado formal, com agregação de valor e sustentabilidade e temos certeza de que essa prosperidade será certamente acompanhada de um salto tecnológico, fundamental nessa profissionalização.

“Não temos dúvidas de que tecnologia não faltará da parte da Embrapa e do sistema de pesquisa agropecuária do estado para alicerçar esse desenvolvimento. Continuamos atentos, unidos e fortes, à disposição do setor produtivo do estado, da região Nordeste e do país.”

Posteriormente, a assessoria de imprensa da Embrapa Caprinos e Ovinos enviou a seguinte informação:

“Sobre as pesquisas na área de Biotecnologia, o chefe-geral, Marco Bomfim, reforça que a Embrapa atua com foco na pesquisa aplicada, aquela com aplicação direta para resolver problemas da cadeia produtiva.

“Temos enfatizado a aplicação da genômica para a seleção de reprodutores em Programa de Melhoramento de Caprinos Leiteiros; para uso e conservação de raças nativas; para controle de doenças, como as verminoses; e para a seleção de plantas forrageiras mais resistentes à seca. Essa definição estratégica é feita em consulta ao setor produtivo sobre quais desafios prioritários.”

ITAUEIRA

Sem qualquer aviso prévio, fiscais da Vigilância Sanitária foram à fábrica de sucos da Itaueira Agropecuária, na cidade de Palhano.

Depois de inspecionarem toda a fábrica, os fiscais recomendaram e a Prefeitura Municipal concedeu à Itaueira o Selo Retomada Segura, pois todos os protocolos sanitários recomendados pelas autoridades para este tempo de pandemia do novo coronavírus estão sendo cumpridos pela empresa. A Itaueira é a primeira empresa a receber esse selo.

Adriana Prado, sócia e diretora da Itaueira, disse à coluna que “a saúde é algo que a nossa empresa leva a sério, e nesta fase pandêmica tem tomado medidas preventivas, com as quais produzimos alimentos seguros e saborosos”.

SELIC

Como previsto, a taxa básica de juros Selic foi reduzida ontem de 2,25% ao ano para 2% ao ano.

Boa notícia, mas com efeitos colaterais, o primeiro dos quais é a perda de atratividade do investidor – nacional e estrangeiro – que, além do pouco retorno, olha com desconfiança para o quadro fiscal brasileiro.

O outro efeito é consequência do primeiro: sem o investidor externo, a cotação do dólar tende a subir.

EMBRATULHO

Alô, alô, Prefeitura de Fortaleza!

A Embratel, multinacional de telecom, voltou a fazer barulho durante os dias de domingo na obra de reforma de sua torre de concreto na esquina das ruas Torres Câmara e Joaquim Nabuco.

A empresa, simplesmente está dando – e faz tempo – um “cotoco” para as autoridades municipais, certa de que, aqui em Fortaleza, o que vale mesmo é o “você sabe com quem está falando?”

As famílias que residem nos condomínios no entorno do prédio da Embratel, naquelas duas ruas, protestam e pedem uma providência. E esperam que, no próximo domingo, esse barulho não se repita.

O dia de domingo é para o descanso de todos, inclusive dos operários de empreiteiras.

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