Na fase 2 de novo Plano de Contingência da Covid, CE se prepara para combater possível segunda onda

A primeira – considerada de Alerta- tem o foco no controle de casos e diagnóstico precoce. Aponta articulação em prol de “medidas conjuntas de prevenção e controle” da doença. Nesse momento, deve haver o reabastecimento do estoque de insumos e fortalecimento da testagem em massa.

Já na fase 2, etapa em que o Ceará se encontra atualmente de acordo com a Sesa, o foco é também no bloqueio de transmissão para evitar a disseminação. Determina a ampliação da comunicação com a população e profissionais de saúde e também versa sobre alocação de equipamentos e suprimentos médicos para garantir o tratamento. Tudo isso, acompanhado pela monitorização da taxa de ocupação de leitos.

 

 

A próxima fase é mais radical. Na fase 3, as ações para redução da mortalidade e intensidade da pandemia são o foco. Nessa fase será restringidas as atividades econômicas e comportamentais, além do uso de barreiras sanitárias e fechamento de fronteiras, uma espécie de “lockdown”. Prevê também a reativação dos hospitais de campanha e Postos de Atendimento Médico nas regiões de saúde, bem como a ampliação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTIs). Outras medidas dessa etapa incluem a redução de cirurgias eletivas.

Somente quando a desaceleração do crescimento no número de casos for constatada é que se inicia a fase 4. Nesse período, os protocolos de retorno das atividades serão atualizados, de acordo com o monitoramento dos indicadores. Por fim, na fase 5, o plano de contingência será desativado, uma vez que a emergência for encerrada no Ceará.

Mudanças 

A secretária Executiva de Vigilância e Regulação da Sesa, Magda Almeida, ressalta que a atualização do plano acontece sempre quando há grandes mudanças nas diretrizes, na infraestrutura ou nas recomendações para o enfrentamento da Covid-19.

Magda lembra que os níveis de alerta também são flexíveis e mutáveis de acordo com o cenário epidemiológico vigente, por isso “ele precisa estar sendo atualizado constantemente”.

“Nessa versão, precisamos inserir a proposta de imunização e a proposta de reativação caso seja necessário”, pontua.

 

A disposição do documento assinado pelo secretário da Saúde do Ceará, Dr. Cabeto, expressa a importância da “notificação e da investigação imediata de todos os casos suspeitos e contatos”, para identificar e interromper surtos da doença. O titular da Sesa lembra ainda que o Ceará “soube suportar a 1ª onda com estratégias bem definidas” e reforça ser fundamental que as estruturas de Estado estejam preparadas e orientadas para garantir uma rápida resposta ao enfrentamento da Covid-19.

 

 

O Plano atualizado estabelece, portanto, diretrizes de como devem proceder a vigilância epidemiológica, sanitária, laboratorial e a imunização, atenção primária à saúde e as ações de comunicação e divulgação. Atualiza as condutas terapêuticas realmente eficazes, reorganiza a rede laboratorial e reforça o RT-PCR como o principal exame diagnóstico para Covid-19.

Leitos 

O atual cenário pandêmico não carece, segundo a secretária executiva, de reativação massiva de leitos nas unidades hospitalares. No entanto, ela confirma que os hospitais de campanha voltam a receber pacientes. “Se controlarmos a velocidade de disseminação do vírus, não haverá a necessidade de reativação massiva dos leitos hospitalares. A ocupação da rede privada já se encontra estável com tendência de queda após aumento da sua ocupação. Os hospitais da rede Sesa também foram orientados a possuírem enfermarias e alas Covid considerando que mesmo na fase residual, precisaremos de leitos Covid de diferentes perfis”, explica. Ela lembra ainda que os hospitais de campanha do Ceará não foram desativados.

Vacinação 

O Plano de Contingência também estima o montante financeiro necessário para viabilizar a logística de vacinação do grupo prioritário no Estado tão logo o imunizante esteja disponível. De acordo com a Sesa, serão gastos mais de R$ 7,5 milhões. Esse valor não inclui as doses do imunizante, mas sim, a compra de seringas, câmaras refrigeradas, computadores, equipamentos para os Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE), dentre outros insumos.

Dos R$ 7.542.300 estimados, o Governo do Estado vai custear R$ 1.569.816,50 referentes à compra das seringas. O restante deverá ser repassado via portaria de investimento do Governo Federal.

A vacina será aplicada primeiramente nos grupos prioritários atendendo a ordem de quatro categorias. A primeira terá trabalhadores da saúde, idosos a partir de 75 anos de idade, pessoas com 60 anos ou mais que vivem em instituições de longa permanência (como asilos e instituições psiquiátricas) e população indígena. Na segunda serão as pessoas entre 60 a 74 anos.

A terceira categoria contempla aqueles com comorbidades que apresentam maior chance para agravamento da doença (pessoas com doenças renais crônicas, cardiovasculares, entre outras) e a quarta os professores, os integrantes das forças de segurança e salvamento, funcionários do sistema prisional e população privada de liberdade. Esses grupos totalizam 1.794.076 pessoas. A meta é imunizar pelo menos 95% desse público.

DN

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