Escolas da rede estadual e professores poderão escolher entre aulas presenciais ou virtuais

introdução do sistema híbrido de ensino – parte remoto e parte presencial – já tinha sido anunciada pelo governador Camilo Santana como aposta para o ano letivo de 2021. Agora, a decisão pela adoção de qual modelo adotar  poderá ser decidida individualmente por cada escola, em diálogo com toda a comunidade escolar. Segundo o Sindicato dos Professores e Servidores da Educação do Ceará (Apeoc), diante deste modelo foi sugerido pela instituição, em reunião hoje (21), que o professor poderá decidir se dá aula presencial ou on-line.

A associação informou que propôs, ainda, que os professores da rede pública também possam optar por participar ou não das atividades presenciais, caso o ensino híbrido seja adotado em sua unidade. Esse processo seria acompanhado por uma comissão formada por entidades estudantis, pele próprio Sindicato Apeoc e a Seduc, para monitorar as comunidades atendidas por cada escola.

 

 

Retorno com segurança sanitária

 

“Nós iremos verificar se as comunidades têm condições de iniciar o ensino híbrido. O início das atividades presenciais, de forma parcial, só deverá acontecer nos conformes da segurança sanitária, das reformas e na garantir do acesso às tecnologias. A comissão vai cumprir esse papel, de verificar isso”, declarou Anízio Melo, presidente do Sindicato.

 

Segundo ele, as propostas apresentadas já foram acatadas pela Secretaria da Educação. Em nota, a Seduc informou que “o retorno híbrido ocorrerá de forma gradual, por série, observando todas as condições sanitárias”. Ainda conforme a secretaria, “cada escola enviará, com antecedência, o cronograma das turmas, com escala de rodízio dos estudantes”. O ano letivo de 2021 na rede pública estadual deverá iniciar em fevereiro.

“Nós conseguimos realizar o ano letivo de 2020 de forma remota, e precisávamos garantir os insumos, as reformas e as estruturas para que pudéssemos passar para o sistema híbrido”, acrescenta Anízio Melo. “Assim, a gente consegue dialogar com a realidade de uma pandemia que ainda não foi controlada. Os dados nos preocupam, e nós vamos estar atentos a qualquer mudança, de forma geral, nessa crise sanitária”.

 

 

O presidente do Sindicato reforça que, durante a reunião, foi cobrada também a inclusão dos profissionais da Educação nos grupos prioritários da campanha de vacinação contra a Covid-19.

Respeito ao decreto

Segundo a Seduc, a quantidade de alunos presentes em sala de aula “respeitará o percentual determinado pelos decretos governamentais para cada região de saúde e etapa de ensino”. Além disso, ainda de acordo com secretaria, os locais serão preparados para seguir os protocolos de segurança sanitária e regras de distanciamento social.

DN

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