Ministro da Fazenda anuncia aumento de impostos e da gasolina

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, anunciou nesta segunda-feira (19) quatro medidas para o ajuste das contas públicas. Através do aumento de tributos, o governo visa reforçar sua arrecadação. De acordo com o ministro, o objetivo é obter este ano R$ 20,6 bilhões em receitas extras. 

A maior arrecadação virá da elevação do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) sobre os combustíveis e do retorno da Contribuição para Intervenção no Domínio Econômico (Cide).

O aumento conjunto dos dois tributos corresponderá a R$ 0,22 por litro da gasolina e R$ 0,15 por litro do diesel. O governo espera obter R$ 12,2 bilhões com a alta, que entrará em vigor em 1º de fevereiro.

Por causa da regra da noventena, que estabelece que a elevação de tributos das contribuições só pode entrar em vigor 90 dias depois do anúncio, o governo temporariamente elevará apenas o PIS e a Cofins em R$ 0,22 por litro da gasolina e R$ 0,15 por litro do diesel. Depois desse prazo, o reajuste do PIS/Cofins cai para R$ 0,12 para a gasolina e para R$ 0,10 para o diesel. A Cide subirá R$ 0,10 por litro da gasolina e R$ 0,05 por litro do diesel.

Alegando não ser responsável pelo preço dos combustíveis, Levy evitou comentar se a medida se refletirá em preços mais altos para os consumidores. “O preço vai depender da evolução do mercado e da política de preços da Petrobras. Essa decisão não é do Ministério da Fazenda, mas da empresa”, declarou. Teoricamente, a estatal tem condições de reduzir os preços nas refinarias para absorver o aumento dos tributos. Isso porque a gasolina e o diesel atualmente estão acima do preço internacional do petróleo.

Além dessa, o ministro anunciou mais três medidas. A primeira é um decreto que equipara o atacadista ao industrial para o efeito de incidência no IPI no setor de cosméticos. O efeito da medida de junho a dezembro de 2015 deve ser de R$ 381 milhões na arrecadação.

A segunda é o reajuste da alíquota do PIS/Cofins sobre a importação, de 9,25% para 11,75%. O impacto a partir de junho deste ano deve ser de R$ 700 milhões.

A terceira, é o restabelecimento de uma alíquota sobre operações de crédito de pessoa física, que passa de 1,5% para 3%.

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